terça-feira, 5 de abril de 2022

O trabalho remoto no Brasil durante a pandemia

Hoje o NIC.br divulgou os resultados da pesquisa Painel TIC COVID-19: Pesquisa on-line com usuários de Internet no Brasil - 4ª edição: Cultura, Comércio Eletrônico, Serviços Públicos On-line, Telessaúde, Ensino Remoto e Teletrabalho, com dados sobre atividades na Internet e dispositivos usados pelos brasileiros para acesso à rede durante a pandemia.

Além de apresentar diversos indicadores sobre as formas de acesso e sobre o aumento do uso da Internet durante a pandemia para atividades de comércio eletrônico, serviços públicos on-line, telessaúde, cultura e ensino remoto, o estudo também traz alguns dados sobre o teletrabalho em 2021. Tanto na forma 100% remota ou híbrida, ele adotado como solução emergencial para a manutenção de inúmeras atividades econômicas durante os períodos de quarentena.

Veja alguns destaques da pesquisa Painel TIC COVID-19 sobre a adoção do teletrabalho pelos usuários de internet acima de 16 anos durante a pandemia, em 2021:
  • 54% realizaram atividades profissionais pela Internet no período;
  • 38% dos usuários que trabalharam durante a pandemia realizaram trabalho remoto;
  • 80% dos que realizaram trabalho remoto, o fizeram como consequência da pandemia;
  • 66% dos usuários da classe AB fizeram trabalho remoto;
Sobre o trabalho remoto, teletrabalho ou home office, o maior destaque é que em média quatro em cada dez (38%) dos profissionais adotaram o trabalho remoto, embora o uso da Internet para tais atividades ficou fortemente concentrado em uma parcela específica da força de trabalho, em especial os usuários de Internet com ensino superior e pertencentes às classes AB. Enquanto o teletrabalho chegou a atingir 66% dos usuários das classes AB, ele ficou restrito a 33% da classe C e apenas 16% da classe D.


O celular e o notebook foram os dispositivos usados com maior frequência para o trabalho remoto, sendo o telefone celular quase dominante por aqueles usuários das classes mais baixas, com menor educação e mais jovens. Em geral, o telefone celular foi usado por 92% dos usuários de Internet que realizaram trabalho remoto, seguido pelo notebook com 63%, o computador de mesa com 43% e apenas 20% utilizaram tablets.


Para 66% dos usuários que usaram o computador para realizar trabalho remoto, o dispositivo era de uso exclusivo (por exemplo, um notebook corporativo), mas um terço (33%) dos usuários compartilhavam seu equipamento com outras pessoas do mesmo domicílio. Essa proporção variou entre 28% para usuários nas classes AB e chegou a 44% nas classes DE.

Além disso, nas classes C e DE foi maior o uso de computadores emprestados ou doados. Incluindo computadores de mesa, notebooks e tablets 14% dos usuários das classes AB compraram o dispositivo durante a pandemia; enquanto 12% dos usuários da classe C usaram computadores emprestados por amigos ou familiares e12% dos usuários nas classes DE receberam esse computador por doação.


O relatório Painel TIC COVID-19 tem muitos mais dados interessantes, cobrindo temas relacionados como o ensino remoto e quais atividades de trabalho foram mais utilizadas pela internet no período da pandemia. Vale a pena dar uma lida!

Veja abaixo o video da live com a apresentação dos principais resultados do Painel TIC COVID-19:


A apresentação com os principais resultados da pesquisa está disponível no site do Cetic.br. O livro com o relatório detalhado também está disponível online, assim como a lista completa dos dados e indicadores apresentados no estudo. Essa é a 4a edição das pesquisas sobre uso de tecnologias internet durante o período da pandemia do COVID-19, que estão disponíveis para consulta no site do Cetic.

Em novembro de 2020 também foi publicado um estudo exclusivo sobre o teletrabalho e ensino remoto durante a pandemia: Painel TIC COVID-19: Pesquisa sobre o uso da Internet no Brasil durante a pandemia do novo coronavírus - 3ª edição: Ensino remoto e teletrabalho.

Esse estudo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) foi conduzido pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (Nic.br).

PS (adicionado em 11/04): Veja também essa notícia, sobre a pesquisa TIC Covid-19: "Covid-19 empurrou 42 milhões no Brasil para o teletrabalho". Eles destacam que, de um total estimado em 137 milhões de pessoas com mais de 16 anos que usam a internet com frequência no país, 38% deles (ou seja, 52 milhões de pessoas) passaram a alguma modalidade de teletrabalho – sendo que 8 em cada 10 foi obrigado a fazer esse movimento justamente por conta da pandemia.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Home Office no canto da sala, bonito e agradável

O Renne Rocha publicou em seu twitter as fotos do seu espaço de trabalho em casa. entre outras coisas, o Renne é um dos fundadores do Laboratório Hacker de Campinas (LHC) e participa do Garoa Hacker Clube praticamente desde a fundação.


O Renne montou um espaço bem agradável, com uma decoração bem descolada. Veja alguns detalhes que eu achei legal destacar...
  • A mesa fica encostada de frente para a parede, mas os quadros dão uma vista legal e com muita energia positiva. Dá para perceber nas fotos que no lado direito tem uma janela, o que garante iluminação e ventilação naturais;
  • O modem está fixado na parede, perto da mesa e a vista de todos. Assim, fica fácil para conectar outros dispositivos por cabo de rede, além de ver se o modem está funcionando corretamente;
  • O notebook fica apoiado em um suporte, para que sua tela fique na altura dos olhos. O monitor também fica em um suporte (um livro!), para ficar na altura adequada. Assim, ele usa duas telas para trabalhar;
  • Ele colocou o ring light em um braço articulado, e assim fica fácil adaptar a iluminação do espaço para o que ele precisar;
  • Olha o frigobar do lado da mesa de escritório! Ótimo para manter a água e a Coca-cola geladas durante o dia e para abrir uma cervejinha no final do expediente (a propósito, o Renne sabe fazer cerveja artesanal!).


quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Boas festas! (em casa) (com memes)

Chegamos ao final de 2021, ou melhor, encerramos a "segunda temporada de 2020". Tempo de celebração e de reflexão!


Esse foi mais um ano em que uma parcela do mercado de trabalho esteve em home office e, nos últimos meses temos visto algumas empresas retornarem ao escritório - ou no modelo hibrido ou retornando definitivamente ao modelo de trabalho antigo, 100% presencial. Embora a pandemia do COVID-19 continue nos assombrando, com novas variantes, estamos com expectativa de que a vida está voltando a normalidade.

A lição que esses dois anos de pandemia nos deixa é que sim, o regime de trabalho remoto é viável, e isso foi testado e aprovado na prática. As empresas continuaram operando mesmo quando precisaram mover toda a sua força de trabalho para o home office. É claro que a transição não foi fácil, e nunca é. Mas, graças ao stress adicional causado pelo isolamento social, a saúde mental dos funcionários nunca foi tão discutida e valorizada.


Eu, particularmente, espero que as empresas tenham aprendido a vantagem do trabalho remoto e abracem essa prática - nem que seja em um modelo híbrido, com o time revezando alguns dias em casa e outros no escritório. Eu vejo várias vantagens, e não custa relembrar algumas:
  • permitir o equilíbrio entre vida pessoal e profissional;
  • menor ocupação dos escritórios, reduzindo o custo da empresa com infra-estrutura (imagina, por exemplo, cortar seus gastos com os escritórios pela metade - aluguel, água e luz, imobiliário, etc);
  • diminui a movimentação de pessoas, com redução do trânsito e da poluição nas grandes cidades;
  • permite a contratação de pessoas fora dos grandes centros (São Paulo, Rio e capitais), democratizando o acesso ao trabalho e melhorando a economia local. Poderíamos reduzir a grande concentração econômica que temos nas grandes cidades brasileiras.
Tenho vários colegas que, graças ao trabalho remoto, saíram de São Paulo em busca de melhor qualidade de vida: mudaram para o interior ou voltaram para suas cidades de origem. Mas, mesmo que muitas empresas optem pela volta ao escritório, eu acredito que a possibilidade de trabalho remoto vai se tornar um forte elemento para atração de talentos.


Vamos torcer para que a maioria das empresas abrace o trabalho remoto!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

O home office pode ser pequeno e agradável

Recentemente eu vi uma foto do espaço de trabalho na casa do Ravan Scafi, que ele divulgou em seu twitter. Ele criou um espaço bem agradável, com uma mesa simples ao lado da cama, voltada para a janela:


Beeeem bonito e caprichado, não é?

Eu, particularmente, gosto e recomendo que a mesa de escritório esteja voltada para a janela, pois além da iluminação natural e de ser arejado, traz uma energia muito melhor do que se você ficar de cara para uma parede o dia todo.

Segundo ele, a mesa pode ser comprada na Mobly. Ela tem um tampo amplo (1,55cm por 60 cm de profundidade) e a posição das gavetas é reversível. Ele também compartilhou quais equipamentos tem em seu setup, para acompanhar o seu MacBook Pro:
  • Teclado Anne Pro 2 cool switches Cherry Silver (tipo o Red mas com acionamento mais curto)
  • Mouse Logitech G304 Lightspeed
  • Headphone Sennheiser PXC 550 com ANC
  • Monitor LG Ultrawide 29" 29UM69G (esse chama a atenção de longe, não é?)
  • Suporte do monitor ELG F80N
  • Mesa Digitalizadora Huion HS64


quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Como trabalhar de casa sem ficar louco

O pessoal da Wired fez um artigo bem legal, curto e objetivo, com dicas para trabalhar de casa sem perder a sua sanidade.

Algumas dicas fazem parte do pacote básico de recomendações que vemos em todos os lugares, mas o artigo também traz algumas dicas bem legais, não tão convencionais.

No pacote de "dicas básicas que todo mundo fala", o artigo da Wired destaca o básico:
  • Vista uma roupa confortável e não trabalhe de pijamas, um passo importante para definir os limites entre trabalho e vida doméstica;
  • Tenha um espaço de trabalho dedicado em sua casa, não trabakhe na cama e muito menos no sofá. Tenha um espaço da casa dedicado ao trabalho e mantenha o resto como lazer e descanso. E não transforme toda a sua casa ou apartamento em um espaço "amorfo", sem graça e tedioso;
  • Tenha os móveis e aparelhos apropriados para trabalhar em casa;
  • Desligue a TV para evitar distrações;
  • Crie um ritual para "desligar do trabalho". Desligue o comunicador (Teams, Zoom, Slack, etc) ou simplesmente desligue o computador da empresa. No mundo físico, este era o momento em que saíamos do escritório e íamos para casa (com direito a trânsito e congestionamento, as vezes). Pelo menos era um momento em que claramente estávamos nos "desconectando" do trabalho. é preciso criar um hábito e/ou ritual para fazer o mesmo em casa.
Além das dicas acima, apresentadas em um tom descontraído e instrutivo, o artigo também destaca essas outras recomendações, não tão usuais, mas totalmente corretas:
  • Saia de casa de vez em quando, para mudar o cenário, respirar um pouco de ar fresco e ter um pouco de interação com outras pessoas. Você pode trabalhar em um Café, ou dar uma caminhada no quarteirão da sua casa, por exemplo. Ter um pet também te ajuda a sair da cadeira de vez em quando e se distrair;
  • Tenha conversas online com seus colegas sobre temas não relacionados ao trabalho. Mande uma mensagem ou, preferencialmente, faça uma chamada de vídeo simplesmente para bater-papo e manter o relacionamento ativo. É o equivalente ao cafezinho no meio da tarde;
  • Tenha petiscos saudáveis por perto, para comer durante o dia. Pode ser aquelas mini-cenouras ou um sanduíche.

O artigo da Wired também destaca que devemos valorizar a oportunidade que foi dada de trabalhar de casa, um artigo de luxo, pois muita gente não teve essa opção durante a pandemia.

Para saber mais:

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Dicas de ergonomia para seu local de trabalho em casa

Um artigo bem legal no blog da Kaspersky Brasil indica algumas soluções ergonômicas para melhorar o local de trabalho em casa. Esse é um tema muito importante, pois um ambiente desconfortável pode causar diversos problemas de saúde a curto prazo, como dores musculares, dor de cabeça, problemas de visão, etc.

Por isso, é fundamental evitar a improvisação e investir um pouco de tempo e dinheiro em adequar o seu espaço doméstico para que você fique trabalhando por várias horas no mesmo local. Isso inclui cuidados com os móveis e com o local aonde você montou o seu posto de trabalho.

Veja algumas dicas retiradas do artigo das Kaspersky:
  • Use uma cadeira com ajuste de costas e altura, para que você fique numa posição confortável e adequada. Mantenha o corpo ereto e as pernas dobradas em uma posição confortável, com as palmas dos pés plantadas no chão;
  • A mesa deve ser espaçosa, ter espaço para apoio dos braços e permitir uma distância adequada do monitor;
  • A mesa também deve ter uma altura que permita manter os ombros relaxados enquanto você digita;
  • A tela do computador deve ficar na altura dos olhos;
  • Se necessário, compre um suporte para laptop;
  • Use teclado e mouse ergonômicos;
  • Não use o laptop no colo. Além de danificar o equipamento, por bloquear a saída de ar, ele pode superaquecer e causar queimadoras;
  • A iluminação deve ser adequada e distribuída uniformemente pela sala;
  • Luz fria é mais adequada para ambientes de trabalho - e evite usar lâmpadas com temperatura de cor diferentes;
  • Posicione a sua estação de trabalho perto da janela, pra aproveitar a luz natural;
  • Evite local com ruídos, odores desagradáveis e temperatura desconfortável.
Também quero incluir algumas dicas a mais:
  • Faça pausas periódicas, para descansar o corpo e a mente. Levante, ande um pouco, estique o corpo, olhe pela janela. São medicas simples que ajudam a descansar o corpo;
  • Antes de começar a trabalhar faça alguns exercícios simples de alongamento. Repita nos intervalos e no final do dia;
  • Tenha sempre uma garrafa com água perto de você, para permanecer hidratado.
Cada pessoa tem sua forma de adaptar ao regime de trabalho remoto. Mas, principalmente nesse período de pandemia, é muito importante cuidar da sua saúde física e mental.

Para saber mais:



segunda-feira, 26 de julho de 2021

O Trabalho remoto no Brasil em 2020 e a pandemia do Covid-19

O IPEA analisou os resultados da "Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid-19", do IBGE, ao longo dos meses de maio a novembro de 2020. O IPEA destacou diversas estatísticas interessantes, entre elas:
  • 11% das pessoas ocupadas e não afastadas no país ao longo de 2020 estavam exercendo suas atividades de forma remota, aproximadamente 8,2 milhões de pessoas;
  • Em novembro de 2021, o contingente de trabalhadores atuando de forma remota no país foi de 7,3 milhões de pessoas,  9,1% do total de pessoas ocupadas e não afastadas. As pessoas em home office contribuíram com 17,4% da massa total de rendimentos efetivamente gerados em novembro;
  • O perfil da pessoa em teletrabalho é composto majoritariamente por mulheres (56,1% das pessoas em trabalho remoto) na faixa etária de 30 a 39 anos (31,8%) e raça/cor branca (65,6%), com escolaridade de nível superior completo (74,6%) e empregadas no setor privado (63,9%).
  • Acerca da distribuição do trabalho remoto entre os estados, a região Sudeste tem maior participação, com 4,7 milhões de pessoas exercendo suas atividades de forma remota, 58,2% do total de pessoas em trabalho remoto no país. A região Nordeste representa 16,3%, seguido pelo Sul (14,5%) e pelo Centro-Oeste (7,7%). A região Norte representa apenas 3,3% das pessoas em home office;
  • 14,5% das pessoas em trabalho remoto estavam em atividades de serviços, no setor privado, 10,3% na área de educação privada e 7,7% na atividade de comunicação. No setor público, 14,4% das pessoas que estão em trabalho remoto estão ocupadas nas administrações públicas municipais, 13,9% nos governos estaduais e 7,8% no governo federal;
  • Dentro das atividades do setor privado, os setores com maior percentual de adoção de trabalho remoto foram os de educação, financeira e comunicação, com, respectivamente, 51,0%, 38,8% e 34,7% das pessoas atuando de forma remota. As atividades do setor privado com baixo percentual de adoção do trabalho remoto, abaixo da média nacional, foram as atividades de agricultura (0,6%), logística (1,8%) e alimentação (1,9%).

Para saber mais: