- Videoconferência: Elas estiveram presentes quase o tempo todo e nos ajudaram a segurar as pontas: no trabalho, nas aulas online, nas festas e happy hours, cursos e palestras. Enquanto nos adaptávamos ao uso e gafes nas videoconferências, o Zoom bombou em 2020 (apesar de seus problemas de segurança, que fizeram algumas empresas banir seu uso por algum tempo);
- Home Office: De repente, tivemos que adotar o trabalho remoto, as pressas. Muitas pessoas tiveram que improvisar, pela falta de equipamento e infra-estrutura inadequada em casa. Mas a sua adoção foi muito positiva para as empresas, e certamente veio para ficar - provavelmente em um modelo híbrido;
- Delivery: Mesmo para quem nunca tinha comprado online, o fechamento dos comércios e a necessidade de isolamento social obrigou muita gente a aderir ao e-commerce e ao delivery de comida através de aplicativos. Assim como os consumidores, muitas lojas e restaurantes acabaram aderindo ao comércio eletrônico, em mais um movimento que promete não ter volta;
- Computação em Nuvem: A migração para o Home Office também acelerou a adoção de tecnologias de processamento e armazenamento em nuvem. Essa grande demanda trouxe problemas também: assim como usuários tiveram dificuldade de acesso a Internet, as operadoras de telecom tiveram um aumento inesperado no tráfego de seus clientes, e as próprias empresas provedoras de serviços em nuvem também apresentaram problemas e intermitência no decorrer do ano;
- Cansaço do virtual: A grande dependência e uso excessivo das tecnologias também causou uma fadiga entre as pessoas, com seu uso por horas a fio. Apesar de possíveis problemas de saúde, certamente vamos nos adaptar e criar novos hábitos para interação social.
Blog para contar as aventuras e desaventuras de pessoas que trabalham em Home Office.
terça-feira, 5 de janeiro de 2021
Retrospectiva: o Home Office em 2020
segunda-feira, 28 de dezembro de 2020
Retrospectiva: As frases mais ouvidas no Home Office em 2020
- “Vocês estão me escutando?”
- “Vocês estão vendo a minha tela?”
- “Desculpe, meu microfone estava em mudo”
- “Fulano, seu microfone está mutado”
- “Hoje a minha Internet está péssima”
segunda-feira, 23 de novembro de 2020
Os impactos negativos do Home Office durante a Pandemia
- As pessoas começaram a trabalhar mais durante a pandemia (até 2 horas por dia na Europa e 3 horas nos EUA);
- Uso de espaços improvisados (sofá, cadeira da cozinha, etc);
- Acúmulo de tarefas de trabalho, cuidados com a família e rotinas domésticas;
- Stress crônico devido a sensação de falta de descanso;
- "Fadiga do Zoom" e esgotamento com o excesso de eventos e reuniões online;
- Impacto negativo nos hábitos alimentares e na rotina de exercícios;
- Sentimento de solidão e isolamento do ambiente de trabalho e suas interações sociais;
- 39% dos entrevistados se sentem solitários;
- 30% se confessam estressados pela ausência de momentos de descontração no trabalho;
- 20% sentem-se inseguros porque têm dificuldades em saber o que está acontecendo com seus colegas de trabalho e a empresa onde trabalham;
- 43% dos entrevistados estão se exercitando menos;
- 33% disseram ter o sono afetado negativamente;
- 68% dos brasileiros que estão em casa têm trabalhado pelo menos uma hora a mais por dia, com alguns profissionais chegando a trabalhar até quatro horas a mais por dia (21%);
- 24% se sentem pressionados a responder mais rapidamente e estar online por mais tempo do que normalmente estariam;
- 18% acreditam que precisam se mostrar ocupados com o trabalho devido ao medo de perder o emprego.
Embora a presença constante da família seja um desafio do trabalho home office que está diretamente ligado às circunstâncias da pandemia, é importante levar em conta outros desafios que podem aparecer, como a solidão, a dificuldade de se distanciar das redes sociais e a ameaça da procrastinação.
terça-feira, 10 de novembro de 2020
Ergonomia no home office durante a pandemia
O portal 6 Minutos publicou um artigo sobre a importância de cuidados com a ergonomia no ambiente de trabalho em casa, mostrando que a falta de cuidado pode causar dores e problemas de saúde.
Segundo a reportagem, os ortopedistas identificaram um aumento considerável no número de pacientes que passaram a relatar dores nas mãos, braços, ombros e no pescoço desde o início da pandemia, consequência de problemas como tendinite, lesões por esforço repetitivo (LER), lombalgia e cervicalgia, além de dores e inchaços nas mãos e nos pulsos. Estes problemas, relacionados à postura inadequada e ao excesso de tempo em frente a teclados, estão aumentando por causa da mudança emergencial para o home office, sem que houvesse tomado os cuidados relacionados aos princípios básicos de ergonomia.
A reportagem destaca: "Em geral, as pessoas tiveram que enfrentar a situação com as condições que tinham – incluindo a necessidade de compartilhar os espaços da casa com os outros moradores". Como a necessidade de isolamento social e trabalho remoto está se extendendo por vários meses, desde Março deste ano, os impactos na saúde estão aparecendo.
O artigo do 6 Minutos destaca que os dois principais cuidados negligenciados pelos trabalhadores em regime de home office estão relacionados ao uso de uma cadeira imprópria e a altura inadequada da tela do computador.
O artigo apresenta seis recomendações para prevenir os problemas de saúde relacionados a postura durante o trabalho:- Invista no conforto do ambiente de trabalho em casa, comprando uma cadeira apropriada, com design ergonômico (ex: regulagem de altura, apoio para os braços e encosto alto e confortável), posicione o computador e monitor para que a tela fique na altura dos olhos e tenha uma mesa na altura adequada (entre 64 cm e 74 cm);
- Vigie a sua postura durante o trabalho, incluindo espaço na mesa para apoio para os braços, manter os ombros relaxados e os pés com as palmas plantadas no chão;
- Dê "respiros" ao corpo, com paradas breves para descanso, alongamento ou uma pequena caminhada. O artigo sugere, por exemplo, dividir as tarefas domésticas ao longo do dia;
- Controle seu tempo de trabalho, com horários padrões para início e término do trabalho, além das pausas para almoço e descanso;
- Combata o sedentarismo, mantendo uma rotina de exercícios e atividades físicas;
- Cuide da saúde mental, e não se esqueça de relaxar, praticar hobbies e relaxar a mente.
Para saber mais:
- Ergonomia: o que home office tem a ver com o aumento de casos de dores pelo corpo
- Aqui no blog: Ergonomia em casa
quinta-feira, 5 de novembro de 2020
Cartilha sobre Segurança Jurídica e da Informação para o trabalho remoto
A cartilha “Trabalho Remoto – Recomendações para a Garantia da Segurança Jurídica e da Informação" é bem completa e bem feita, foi disponibilizada online para download (gratuito) em http://bit.ly/CARTILHAtrabalhoremoto.
- Adequação dos Aspectos Jurídicos:
- Contratos de trabalho (CLT e PJ);
- Contratos de prestação de serviço com fornecedores e terceiros;
- Contratos com clientes
- Termos de confidencialidade
- Acordos de Nível de Serviço
- Controles básicos de Segurança da Informação
- Política de Segurança
- Normas de acesso a informação
- Normas de acesso remoto
- Norma de gestão de incidentes
- Normas de uso da Internet e correio eletrônico
- Política de tratamento de dados pessoais
- Norma de gestão de riscos
- Norma de classificação da informação
- Norma de uso de equipamentos
- Armazenamento de informação
- Reunião remota
- Treinamento e comunicação
terça-feira, 8 de setembro de 2020
Estatísticas de adoção do Home Office na Pandemia
Graças a pandemia do novo Coronavírus, o trabalho remoto se tornou uma alternativa ao trabalho presencial, para que assim as empresas conseguissem manter suas atividades apesar da necessidade de respeitar o regime de quarentena e distanciamento social.
Esse novo cenário também veio acompanhado de diversas estatísticas sobre a adoção do Home Office durante o período de pandemia:
- Segundo levantamento da Organização Internacional do Trabalho (OIT), até abril de 2020 59 países adotaram a alternativa do teletrabalho.
- Segundo um estudo do IPEA (notícia), o teletrabalho é possível para 22,7% das ocupações no Brasil, com variações significativas entre os estados e os tipos de atividades ocupacionais. O estudo foi aplicado a 86 países, aonde o Brasil ocupou a 47ª posição. Foi identificado que as economias de baixa renda têm uma parcela menor de trabalho que podem ser realizados remotamente.
- Os maiores percentuais de probabilidade de teletrabalho estão nos grupos profissionais das ciências e intelectuais (65%), diretores e gerentes (61%) e trabalhadores de apoio administrativo (41%);
- Grupos com baixo potencial de teletrabalho incluem os trabalhadores dos serviços, vendedores dos comércios e mercados, com 12%, e os trabalhadores qualificados, operários e artesãos da construção, das artes mecânicas e outros ofícios, com 8%;
- A probabilidade de teletrabalho estimada em 0% atinge os membros das Forças Armadas, policiais e bombeiros militares, , assim como operadores de instalações e máquinas e montadores, ocupações elementares e trabalhadores qualificados da agropecuária, florestais, da caça e pesca;
- O IPEA analisou os resultados da "Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid-19", do IBGE, e destacou que, entre outras coisas, 11% das pessoas ocupadas e não afastadas no país ao longo de 2020 estavam exercendo suas atividades de forma remota. Esses trabalhadores foram majoritariamente compostos por pessoas com escolaridade de nível superior completo e do setor privado;
- Segundo o Ministério da Economia, 360 mil servidores públicos federais foram colocados na modalidade de teletrabalho, o que representa 63% do total da força de trabalho da Administração Pública Federal.
- O governo federal reduziu em R$ 466 milhões as despesas com a adoção do teletrabalho dos servidores. O levantamento considera cinco itens de custeio administrativo, analisados no período de abril a junho de 2020: gastos com deslocamentos e viagens a serviço (queda de 67,5%), serviços de comunicação (Correios) (-63,1%), gastos com energia elétrica (-22,4%), com água e esgoto (-10,3%) e os gastos com cópias e reproduções de documentos (queda de 36,1%).
- Segundo uma pesquisa realizada pela Pulses, mesmo durante a pandemia 78% dos brasileiros se sentem mais produtivos trabalhando remotamente
- Segundo um estudo do professor André Miceli da FGV, a tendência é que o modelo de home office cresça cerca de 30% no Brasil após a pandemia.
segunda-feira, 6 de julho de 2020
Home office com Coronavírus não é home office
Embora o home office não seja novidade para muita gente, ele ainda assusta muitas empresas e gestores, acostumados com gerenciar suas equipes de perto. Também representa uma uma mudança radical de hábitos de trabalho para os profissionais.
Bem ou mal, essa mudança repentina, emergencial, está trazendo vários pontos positivos:
- Trouxe a discussão dos benefícios e dificuldades do home office, amadurecentdo essa forma de trabalho;
- Forçou as empresas mais reticentes a aceitarem, ou pelo menos, testarem o modelo de home office;
- Permitiu aos gestores se adaptarem ao modelo de home office e aprender novas habilidades de gestão de equipes;
- Deu oportunidade aos empregados exercerem esse modelo.
O resultado, ao meu ver, é que muitas empresas e funcionários estão valorizando os benefícios do trabalho remoto, que incluem melhor qualidade de vida para os funcionários e, em geral, maior produtividade para todos (além de vários outros benefícios).
É importante lembrar que o regime de teletrabalho que vivemos hoje em dia, durante a pandemia, é totalmente diferente do cenário tradicional do home office. O trabalho remoto antes da pandemia era mais tranquilo e mais facilmente adaptado a nossa rotina. Esse regime de "home office mandatório" trouxe alguns problemas e conflitos, tais como:
- Como o home office foi instituído a força e repentinamente, não houve oportunidade para os profissionais e empresas se prepararem adequadamente, em termos de processos, treinamento / conscientização e também de adaptação com as tecnologias envolvidas;
- Vimos relatos que algumas empresas de telefonia tiveram problemas de manter a qualidade da banda larga, devido ao grande aumento de acessos;
- Os funcionários não tiveram oportunidade de adaptar as suas casas para trabalhar remotamente. Isso inclui, principalmente, o investimento em mobiliário e equipamentos necessários para adaptar um espaço de sua casa para o trabalho remoto. Acredite, trabalhar sentado no sofá é divertido na primeira meia hora. Na metade do dia você já está com dores no corpo, descadeirado. É importantíssimo ter móveis próprios para o trabalho em casa, como uma mesa e cadeira de qualidade, espaço com a ergonomia adequada, etc. Mas, para piorar, muitas lojas de imóveis estão fechadas;
- As pessoas também foram obrigadas a adaptar as suas rotinas domésticas, principalmente para quem vive em casa com outros familiares. É comum encontrar cenários aonde vários membros da família tem que adequar suas necessidades de estudo e trabalho remoto, e as vezes não é possível compartilhar o mesmo espaço. Assim, enquanto o marido faz uma vídeo conferência no escritório, a esposa participa de uma reunião virtual na sala e o folho estuda, online, em seu quarto;
- Também surgiu o desafio de manter o convívio, em quarentena, com filhos e cônjuge na mesma casa, ainda mais no horário de expediente. As crianças, mesmo com opção de estudo remoto, precisam do acompanhamento de um adulto, e por isso, acabam impactando no trabalho. Normalmente, enquanto o marido ou esposa trabalhava remotamente, o outro cônjuge permanecia no trabalho tradicional, no escritório da empresa, enquanto os filhos estavam na escola durante o dia;
- Também há a pressão psicológica do confinamento e do stress causado pela pandemia.
Vida real, né? 😅Durante entrevista da mãe professora à BBC, filha interrompe e vira sensação nas redes sociais. Veja ❤ #BBCCurtas pic.twitter.com/nBjKPHknAS— BBC News Brasil (@bbcbrasil) July 2, 2020
A consequência é que, mesmo reconhecendo os benefícios do home office, para muitas famílias aquele suposto equilíbrio da vida pessoal com a profissionais se tornou um pesadelo, causado por esse convívio familiar forçado, em regime de quarentena. O grande desafio é manter as pessoas motivadas e produtivas, trabalhando em casa durante esse tempo de crise - pior ainda, com essa crise prometendo ser bem prolongada.
O lado bom é que nós estamos nos tornando mais empáticos e aceitando melhor a dificuldade dos demais colegas em regime de home office. Antes da pandemia, se uma criança interrompesse uma vídeo chamada, ou se ouvíssemos ao fundo o barulho de um cachorro, isso era considerado má educação ou falta de profissionalismo. Hoje todos se identificam com a situação do colega, e acabam aproveitando a oportunidade para descontrair.
Eu já vi algumas empresas se esforçando para apoiar os funcionários;arios no trabalho remoto, oferecendo orientações, dicas, e até mesmo o empréstimo de equipamentos e móveis. Também já vi empresas que estão oferecendo suporte psicológico para os colaboradores. Cabe também, aos gestores, a responsabilidade por identificar colaboradores que estejam em dificuldade de se adaptar ao regime de trabalho remoto e buscar formas de apoiá-los.
Eu acredito que esse período atual de pandemia e de quarentena forçada vão trazer mudanças importantes no ambiente de trabalho pós-pandemia. Ao questionarmos a necessidade de presença física nos escritórios, estaremos abrindo as portas para um cenário aonde o trabalho remoto será considerado naturalmente pelas empresas.
Isso significará menor necessidade de espaço físico para os escritórios e, por outro lado, maior espaço físico em casa, o que vai impactar o mercado mobiliário para escritórios e residências. As empresas podem optar, por exemplo, por um regime de trabalho aonde seus funcionários fiquem metade do tempo em casa e a outra metade no escritório - em uma conta de padeiro, significa que ela pode desocupar metade do espaço atual de escritório, causando economias milionárias. Esse novo ambiente de trabalho também vai permitir que empresas possam buscar locais mais baratos para estabelecer suas sedes ou filiais, pois não precisarão de um local para centralizar todos os seus funcionários. Por exemplo, uma determinada empresa pode trocar sua sede atual por uma bem menor, em uma região próxima e mais barata, além de construir pequenos pólos regionais, descentralizando a sua operação em busca de maior eficiência e economia de infra-estrutura. Também vamos abrir a oportunidade para a contratação de profissionais localizados em qualquer região do país, inclusive, ajudando a diminuir a grande concentração econômica em pequenos pólos, que é um cenário crônico no Brasil.
Para saber mais:
- Home office está te dando pesadelos? Não se preocupe, você não está sozinho
- Nada será como antes: as lições que podemos tirar da maior experiência de home office
- Saiba como lidar com as interrupções no meio do home office
- Empresas adotam home-office por conta do coronavirus






